{"id":14999,"date":"2022-04-26T01:18:04","date_gmt":"2022-04-26T04:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/?p=14999"},"modified":"2022-04-26T01:18:04","modified_gmt":"2022-04-26T04:18:04","slug":"acidentes-de-trabalho-e-mortes-acidentais-crescem-no-brasil-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/index.php\/acidentes-de-trabalho-e-mortes-acidentais-crescem-no-brasil-em-2021\/","title":{"rendered":"Acidentes de trabalho e mortes acidentais crescem no Brasil em 2021"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>FONTE: ONU News<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, OIT, divulgou novos dados sobre acidentes e mortes de trabalhadores no Brasil. O estudo foi atualizado pelo Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho, que \u00e9 desenvolvido e mantido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<figure id=\"attachment_15000\" aria-describedby=\"caption-attachment-15000\" style=\"width: 1170px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1109902-pzzb392820180224.jpg\" alt=\"\" width=\"1170\" height=\"700\" class=\"size-full wp-image-15000\" srcset=\"http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1109902-pzzb392820180224.jpg 1170w, http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1109902-pzzb392820180224-300x179.jpg 300w, http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1109902-pzzb392820180224-1024x613.jpg 1024w, http:\/\/sintrapel-limeira.org.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1109902-pzzb392820180224-768x459.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15000\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o levantamento, nos \u00faltimos 10 anos, entre 2012 e 2021, mais de 22,9 mil pessoas morreram em acidentes de trabalho no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Gastos previdenci\u00e1rios<\/strong><br \/>\nNo per\u00edodo, foram registradas 6,2 milh\u00f5es de Comunica\u00e7\u00f5es de Acidentes de Trabalho e o Instituto Nacional do Seguro Social, Inss, concedeu 2,5 milh\u00f5es de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios acident\u00e1rios, incluindo aux\u00edlios-doen\u00e7a, aposentadorias por invalidez, pens\u00f5es por morte e aux\u00edlios-acidente.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, o gasto previdenci\u00e1rio ultrapassou os R$ 120 bilh\u00f5es somente com despesas acident\u00e1rias.<\/p>\n<p>O diretor do Escrit\u00f3rio da OIT no Brasil, Martin Georg Hahn, afirma que a atualiza\u00e7\u00e3o da base de dados e de indicadores do Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho \u00e9 um importante vetor para o di\u00e1logo e trabalho conjunto na elabora\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o de acidentes no trabalho, sobretudo no contexto da reconstru\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio mostra, tamb\u00e9m, que nesses 10 anos foram perdidos, de forma acumulada, cerca de 469 milh\u00f5es de dias de trabalho.<\/p>\n<p>Calculado com a soma de todo o tempo individual em que os afastados n\u00e3o puderam trabalhar, o n\u00famero \u00e9 uma das formas de medir, por aproxima\u00e7\u00e3o, os preju\u00edzos de produtividade para a economia.<\/p>\n<p><strong>Efeitos da pandemia de Covid-19 nos profissionais de sa\u00fade<\/strong><br \/>\nEntre 2020 e 2021, em dois anos de pandemia, foram registradas 33 mil Comunica\u00e7\u00f5es de Acidentes de Trabalho e 163 mil afastamentos com casos de Covid-19.<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos de enfermagem, enfermeiros e auxiliares de enfermagem foram os mais afetados, somando 52% das comunica\u00e7\u00f5es de acidentes.<\/p>\n<p>Quanto aos afastamentos, os mais atingidos foram faxineiros, vendedores de com\u00e9rcio varejista, alimentadores de linha de produ\u00e7\u00e3o, auxiliares de escrit\u00f3rio em geral e motoristas de caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros apontam que, se considerado o conjunto de ocupa\u00e7\u00f5es e a totalidade de comunica\u00e7\u00f5es de acidentes de trabalho, os profissionais do setor de atendimento hospitalar continuam a ter a maior quantidade de notifica\u00e7\u00f5es em n\u00fameros absolutos e percentuais nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>Com a pandemia, t\u00e9cnicos de enfermagem sofreram a maior quantidade de acidentes notificados em rela\u00e7\u00e3o a outras ocupa\u00e7\u00f5es e passaram de 6% entre 2018 e 2019 para 9% no bi\u00eanio 2020-2021.<\/p>\n<p>Como um todo, a participa\u00e7\u00e3o da atividade de atendimento hospitalar no total de acidentes notificados cresceu de 11% para 14% no per\u00edodo avaliado.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, o total de notifica\u00e7\u00f5es de acidentes no setor tamb\u00e9m cresceu, somando 11% em rela\u00e7\u00e3o ao bi\u00eanio anterior.<\/p>\n<p><strong>Custo econ\u00f4mico dos acidentes e afastamentos<\/strong><br \/>\nO estudo avalia que, al\u00e9m dos preju\u00edzos humanos e \u00e0s fam\u00edlias, os custos econ\u00f4micos das ocorr\u00eancias se manifestam em gastos do sistema de sa\u00fade e seguro social. No setor privado, o impacto \u00e9 na redu\u00e7\u00e3o da produtividade pelos dias perdidos de trabalho acumulados.<\/p>\n<p>Segundo estimativas da OIT, essas ocorr\u00eancias causam a perda aproximada de 4% do Produto Interno Bruto, PIB, global a cada ano.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, os dados apontam que esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 350 bilh\u00f5es anuais se considerado o PIB brasileiro de 2021, de R$ 8,7 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios<\/strong><br \/>\nAssim, a estimativa \u00e9 que em 10 anos, a perda econ\u00f4mica, os gastos do sistema previdenci\u00e1rio e de sa\u00fade alcance R$ 3,5 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No total, o levantamento brasileiro mostra que o n\u00famero de benef\u00edcios acident\u00e1rios concedidos pelo Inss voltou a disparar em 2021, com crescimento de 212%, mas ainda abaixo dos n\u00fameros registrados em 2019, ano anterior \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p>Les\u00f5es s\u00e3o as principais causas de afastamentos previdenci\u00e1rios e foi observado um aumento em doen\u00e7as osteomusculares e do tecido conjuntivo, inclusive Les\u00f5es por Esfor\u00e7os Repetitivo e Dist\u00farbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, em 192%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o total de aux\u00edlios-doen\u00e7a concedidos por depress\u00e3o, ansiedade, estresse e outros transtornos mentais e comportamentais, acident\u00e1rios e n\u00e3o-acident\u00e1rios, se mantiveram em n\u00edveis elevados, na m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos anteriores \u00e0 pandemia da Covid-19, comando cerca de 200 mil casos.<\/p>\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos<\/strong><br \/>\nNa s\u00e9rie hist\u00f3rica de 10 anos, o estudo mostra que grande parte dos acidentes foi causada pela opera\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos, chegando a 15% dos casos. Em 2021, esse percentual se manteve elevado, somando 16% do total.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, acompanhando a tend\u00eancia de anos anteriores, acidentes ocupacionais envolvendo m\u00e1quinas e equipamentos resultaram em amputa\u00e7\u00f5es e outras les\u00f5es grav\u00edssimas com uma frequ\u00eancia 15 vezes maior do que as demais causas, gerando tr\u00eas vezes mais acidentes fatais que a m\u00e9dia geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE: ONU News A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, OIT, divulgou novos dados sobre acidentes e mortes de trabalhadores no Brasil. 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