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Reunião com presidente da República sobre Previdência frustra sindicalistas

7 de dezembro de 2016
por cason
Publicado emEconomia, Home, Notícias

Antes de enviar sua proposta de Reforma da Previdência para a Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer (PMDB) se reuniu com as centrais sindicais na segunda-feira (5/12), para comunicar e comentar, as mudanças que sua equipe de governo sugere fazer na Previdência Social ainda este ano, prevê aposentadoria somente a partir dos 65 anos, com novas regras para o trabalhador com menos de 50 anos e para a trabalhadora com menos de 45.

O presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto) compartilha com a tese de que não é deficitária a Seguridade Social no Brasil, pois segundo dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP) de 2007 a 2015, o superávit variou entre R$ 75,98 bilhões e R$ 20 bilhões, sendo que o menor resultado ocorreu em 2015, momento mais crítico da crise política, econômica e institucional por qual atravessa o País.

“Vejo com muita preocupação e penso que o governo queimou uma importante etapa do diálogo sobre esta questão, ao ter desprezado as discussões do Grupo de Trabalho instituído por ele mesmo, para debater e formular propostas que pudessem contemplar os entes envolvidos. Fomos chamados simplesmente para ser informados de que quaisquer mudanças na proposta original terá que ser feita no Congresso Nacional”, afirmou Sr. Calixto.

Em sua opinião, é preciso separar Seguridade Social de Previdência Social. A primeira é financiada por toda sociedade e está prevista no Artigo 195 da Constituição Federal, de forma direta e indireta, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e contribuições sociais.

“O presidente Temer foi enfático ao dizer que se não houver a reforma o mais breve possível, faltará recursos para pagar aposentadorias em poucos anos. Esta posição contraria os interesses de quem trabalha, contribui e quer se aposentar com dignidade. Nos resta unir todas as nossas forças para barrar sua aprovação pelos parlamentares e incluir emendas que tornem a reforma mais justa e eficaz”, garante o presidente Calixto.

Fonte: NCST

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