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Plano trabalhista de Bolsonaro radicaliza proposta neoliberal

16 de agosto de 2018

Composto de 8.453 palavras – fora gráficos e mapas – o Plano de Governo de Jair Bolsonaro (PSL) reserva só 113 ao trabalho, no pequeno capítulo “Modernização e Legislação Trabalhista”, inserido no Plano de Economia. Seu caráter é radicalmente neoliberal.

São elas: “Criaremos uma nova Carteira de Trabalho verde e amarela, voluntária, para novos trabalhadores. Assim, todo jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na Carteira de Trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual -, ou uma Carteira de Trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais).

Além disso, propomos a permissão legal para a escolha entre Sindicatos, viabilizando uma saudável competição, que, em última instância, beneficia o trabalhador.

O Sindicato precisa convencer o trabalhador a voluntariamente se filiar, através de bons serviços prestados à categoria. Somos contra o retorno do Imposto Sindical”.

Reações – O sindicalismo reage. O presidente da Força Sindical e da CNTM (Confederação Nacional), o metalúrgico Miguel Torres critica duramente o plano. Diz sua Nota: O candidato propõe uma Carteira de Trabalho “verde e amarela”, criando uma espécie de segunda classe trabalhadora, jogando o trabalhador para antes da CLT, sem proteção da Justiça e dos Sindicatos, obrigando a negociar individualmente em total desvantagem perante os patrões, principalmente os maus patrões.

Esta “segunda” classe trabalhadora ficaria sem ver a cor da tradicional Carteira de Trabalho, sem a garantia dos direitos e sem força pra negociar, conquistar e melhorar de vida. É fundamental que toda a sociedade se posicione contra essa barbárie”.

Fonte: Agência Sindical

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