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Novos donos da Eldorado descartam prosseguir com planos de expansão

14 de setembro de 2017
Publicado emEconomia, Home, Notícias, Slider

Os planos de expansão da fábrica de celulose Eldorado planejados pelos antigos donos não devem ser levados adiante pela nova direção, pelo menos por enquanto. A Paper Excellence, que arrematou a planta do grupo J&F por R$ 15 bilhões, quer primeiro integrar a produção da unidade de Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, com as demais sucursais do grupo.

Foi o que disse o presidente-adjunto da companhia, Pedro Chang. “Integrar nossa operação e depois melhorá-la. Queremos ver a eficiência, a produtividade. Também queremos fazer a integração com a equipe da Paper Excellence, que é muito boa. Primeiro vamos integrar ambas as companhias e depois vamos olhar as oportunidades”, afirmou.

Segundo o executivo, a recente aquisição permitirá a expansão dos negócios, já que eles trabalhavam com fibras longas e pasta mecânica de celulose, usadas na fabricação de papel cartão.

Esse projeto para aumentar as instalações deveria começar em 2018, mas quando o nome da empresa e de alguns executivos foram envolvidos em operações contra a corrupção os planos foram adiados para 2019 e depois para 2020.

A celulose brasileira será vendida principalmente ao mercado asiático. “A China, atualmente, olhando para o tamanho da população, está superando 1,3 bilhão de pessoas. No Sudeste Asiático, temos outros países como Indonésia, também com população crescente, então vamos [fornecer para esses mercados]”, pontua.

Questionado sobre os motivos que levaram a Excellence a escolher a Eldorado, Chang disse ao Valor que o Brasil está em posição de liderança em termos de produtividade no setor, o que tornava a compra da fábrica de Três Lagoas uma boa oportunidade de aproveitar esse momento. Contudo, construir uma unidade do zero demandaria tempo e burocracia.

A compra da Eldorado foi vista como “chance de ouro” pelos dirigentes da Paper Excellence, que arrematou a fábrica dos irmãos Batista por R$ 15 bilhões.

Fonte: Celulose Online

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