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Mapeamento identifica mais de 50 espécies ameaçadas

20 de junho de 2016
por cason
Publicado emHome, Notícias

A Suzano Papel e Celulose identificou mais de 50 espécies ameaçadas de extinção em suas fazendas no Estado de São Paulo. Em um recente monitoramento de fauna e flora realizado pela empresa, que abrange uma área de 146 mil hectares – o equivalente a aproximadamente 150 campos de futebol – entre plantios de eucalipto e áreas de preservação (biomas Cerrado e Mata Atlântica), foi identificado, por exemplo, a existência do Galito (Alectrurus tricolor), ave rara que possui aproximadamente 80 espécies vivas.

O levantamento, realizado em parceria com a Casa da Floresta, encontrou 32 espécies de mamíferos, 337 aves e 155 plantas. Muitas delas são consideradas endêmicas, ou seja, exclusivas dos biomas de Mata Atlântica e Cerrado. Outras, por sua vez, são espécies ameaçadas de extinção como, por exemplo, o lobo-guará, a jaguatirica, o gato-do-mato, a onça-parda, o gato-mourisco, o tamanduá-bandeira, o bugio, a anta, o sagui-da-serra-escuro, a araponga e o macuco.

Alexandre Di Ciero, gerente executivo de Sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose, explica que a realização de monitoramentos como este são uma prática comum no setor florestal. “Esse tipo de levantamento é um importante instrumento de gestão que nos ajuda a planejar nossa ações ambientais”, explica.

O monitoramento identificou, ainda, duas novas áreas a serem reconhecidas como Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC): as fazendas Siriema II e Capanhão. A fazenda de Siriema II fica no município de Itirapina, próximo a Rio Claro, e possui 349 hectares, no bioma cerrado. Lá foram identificadas 145 espécies de aves, entre ela o Galito, além de 9 espécies de mamíferos de médio e grande portes, como o lobo-guará (chrysocyon brachyurus). Entre as espécies exóticas, destaque para a lebre europeia (lepus europaeus) e o javaporco (sus scrofa).

Alto Tietê

Já na fazenda Capanhão, localizada na região do Alto Tietê, em uma área de 871 hectares de vegetação nativa contíguos ao Parque Estadual da Serra do Mar, região de floresta ombrófila densa, ou seja, área de alto valor para a conectividade e manutenção da biodiversidade, foram registradas 103 espécies de plantas, sendo que cinco delas são consideradas ameaçadas de extinção. Entre os animais, foram identificados 151 aves e 144 espécies de mamíferos, das quais 13 estão ameaçadas de extinção: araponga (procnias nudicollis), pavó (pyroderus scutatus), pixoxó (sporophila frontalis), macuco (tinamus solitarius), gavião-pega-macaco (spyzaetus tyrannus), gavião-pombo-grande (pseudastur polionotus), o gavião-pato (spyzaetus melanoleucus), choquinha-de-dorso-vermelho (drymophila ochropyga),a anta (tapirus terrestres), a jaguatirica (leopardus pardalis), o gato-do-mato (lopardus sp.), o gato-mourisco (puma yagouaroundi) e a onça-parda (puma concolor).

Fonte: Celulose Online

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