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“A parceria da Suzano com o Maranhão é de longo prazo”

13 de julho de 2016
por cason
Publicado emHome, Notícias

A Suzano Papel e Celulose tem se sobressaído neste momento de crise econômica pela eficiência. Está presente em Imperatriz (MA) com uma unidade de celulose considerada a mais moderna da Suzano e a sexta do mundo em produtividade. O diretor executivo financeiro e de Relações com Investidores, Marcelo Bacci, falou ao O Estado sobre esse momento.

A indústria como um todo tem sido um dos segmentos mais afetados pela crise. Como a Suzano tem acompanhado essa situação?

Atuamos nos setores de Celulose e Papel, e os impactos do atual cenário econômico são diferentes em cada um deles. A celulose é um produto de preços globais, e os principais mercados consumidores são América do Norte, Ásia e Europa. Já o mercado de papel é regional e carrega forte correlação com a economia local, em especial a evolução do Produto Interno Bruto (PIB).

Marcelo Bacci suzanoO atual patamar de câmbio tem favorecido as exportações, o que impacta diretamente o nosso desempenho em celulose. No 1º trimestre desse ano, a Suzano vendeu 905,9 mil toneladas de celulose, recorde histórico, com aumento de 22% na comparação com o 4º trimestre de 2015 (+165 mil toneladas) e de 6% na comparação com o 1º trimestre de 2015 (+49 mil toneladas).

No papel, dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)mostram que a demanda brasileira por papéis de imprimir e escrever e papel cartão (vendas domésticas + importações) caiu 5,8% no 1º trimestre do ano. No mesmo período, as vendas de papel da Suzano totalizaram 274,3 mil toneladas, incremento de 6,3% em comparação ao 1º trimestre de 2015.

Que medidas a Suzano teve que tomar para atravessar esse momento de crise?

A estratégia da Suzano foi desenhada em três pilares e o primeiro, competitividade estrutural, é o que nos deixa mais bem preparados para enfrentar momentos de crise. Em competitividade estrutural, cuidamos da nossa eficiência. Aqui, desenvolvemos diversas iniciativas que atacam as frentes de redução de custos, modernização das nossas operações e melhora da nossa eficiência.

O mais recente projeto nessa frente é o que estamos chamando de 5.1, uma referência ao aumento da nossa capacidade de produção de 4,7 milhões de toneladas para 5,1 milhões de toneladas de papel e celulose.

Com investimento de R$ 1,1 bilhão, estamos investindo na modernização e no aumento da capacidade das unidades Mucuri (BA) e Imperatriz (MA), além do incremento e aproximação da base florestal nessas localidades.

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A capacidade de produção de celulose da fábrica em Imperatriz está sendo operada em sua totalidade? Há previsão de aumento de capacidade?

A Unidade Imperatriz tem capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose e o projeto 5,1, que mencionamos, prevê investimentos que resultarão em aumento marginal dessa capacidade para 1,65 milhão de toneladas.

Quais mercados que hoje importam a produção de celulose da Unidade Imperatriz e há perspectivas de novos mercados?

A celulose produzida em Imperatriz é direcionada, principalmente, para os mercados europeu e norte americano, em função de um importante ganho logístico. Devido à posição estratégica do Porto do Itaqui, reduzimos as viagens para esses mercados em até quatro dias.

Em que fase está o projeto de papel tissue na Unidade Imperatriz. Qual o investimento, produção projetada e mercados?

Estamos na fase de detalhamento da engenharia e já adquirimos os equipamentos. A previsão é de que a fábrica comece a operar no 3º trimestre de 2017.

Retomando alguns dados do projeto, o investimento é de R$ 425 milhões na construção de duas unidades de produção de bobinas para a conversão em papel higiênico: Mucuri (BA) e Imperatriz (MA). Cada uma delas terá uma máquina de largura dupla, com capacidade de produção de 60 mil toneladas/ano.

A estratégia é atuar como parceiro industrial de players desse segmento, fornecendo os jumbos que serão convertidos na produção final, garantindo competitividade de custos e de logística.

Apesar desse momento de dificuldades na economia, que mensagem a Suzano deixa aos maranhenses, sobretudo Imperatriz?

A parceria da Suzano com o Maranhão é de longo prazo, e estamos bastante felizes com os resultados que temos alcançado. Queremos continuar investindo no estado e não podemos deixar de agradecer pela receptividade a todos os nossos projetos e investimentos.

Vista aérea da Unidade Imperatriz (MA)
Fonte: Celulose Online

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